Adaptações dos espaços

Adaptações dos espaços

Acredito que não tenha uma pessoa que não tenha parado pra pensar, ao menos por um minuto, que mundo é esse que estamos vivendo. Estamos tendo que ressignificar nossa leitura de mundo em todas as esferas existentes: temos que ressignificar o que é ficar, e poder ficar, em casa, o que é ir ao trabalho, o que é ir a um parque ou ao cinema, ressignificar até mesmo a política, a economia. Tudo.

E tem sido uma adaptação constante, os estabelecimentos ganharam marcações no chão para tentar garantir o distanciamento, máscaras cobrindo nossa face por onde a gente vá fora de casa, totens de álcool em gel ou torneiras, e uma adaptação constante – algo comum na humanidade.

Uma adaptação constante inclusive em diversos espaços que estão dispostos a deixar a experiência fora de casa mais segura e tranquila para qualquer um. Um dos designers que já desenvolveu um projeto nessa área foi o francês Christophe Gernigon, que criou o Plex'Eat, um cilindro plástico que fica acima da cabeça das pessoas nos restaurantes, possibilitando uma maior proteção e uma refeição mais tranquila. A ideia dele foi criar um design mais moderno e mais bonito – algo que fosse visualmente mais convidativo.

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Imagens: b9.com.br

A empresa italiana de design de aviação, Aviointeriors, criou novos modelos de poltrona e usou o glassafe, uma espécie de barreira de vidro entre as poltronas, para proteger os passageiros de quem está perto e quem passa pelo corredor, e o modelo desenvolvido por eles pode ser facilmente instalado, o que pode vir a se tornar um padrão caso a solução se mostre realmente efetiva.

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Imagens: Twitter


O espaço público também ganhou possibilidades de intervenção na Itália, com a criação do designer Antonio Lanzillo, de uma espécie de escudo de acrílico nos bancos públicos. Já na Áustria, o Parc de la Distance traz uma proposta nova para caminhar e correr ao ar livre: um parque público com um labirinto de sebes de um metro e meio de largura. A ideia é que as pessoas possam fazer rotas mantendo a distância recomendada: os portões indicam quando a rota está ocupada.

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Imagem: CNN

O World Economic Forum também vem trazendo as novas adaptações que vem rolando mundo afora: em Nova York, por exemplo, tem um restaurante que vai além daquele termômetro pequeno que vemos na entrada dos estabelecimentos aqui no Brasil – eles terão um scanner térmico para verificar a temperatura. Divisórias transparentes também são uma opção para ficar entre as mesas – e quem já conferiu tem pedido para que as divisórias continuem pela sensação maior de privacidade.

Os códigos QRs podem ter um valioso papel nessa nova realidade, sendo a porta de acesso para o cardápio de um restaurante na Itália, garantindo assim que não tenha aquele troca-troca de mãos na hora de ver as opções para o almoço. E bolhas de proteção tem sido uma saída para práticas de Yoga ao ar livre em Toronto, no Canadá.

Outras modificações foram bem simples e pequenas, como a retirada de botões dos semáforos, para que pedestres não necessitem apertar – isso já foi implantado em cidades do EUA, Canadá e Austrália. E até mesmo o uso de manequins ou bichos de pelúcia para ilustrar, de forma mais clara, o distanciamento social em restaurantes e outros lugares.

A grande questão aqui é que, assim como existe uma incerteza no tratamento do COVID-19, também existe uma incerteza sobre qual o real impacto de cada modificação que vem sendo implantada nos países e o que vai permanecer pós-vacina ou não.

E por aí, quais as modificações e adaptações de espaço você tem notado?